WHITNEY

Já falamos e ouvimos bastante sobre a Whitney esta semana, mas mesmo assim não quero deixar em branco este acontecimento triste. Muitas vidas se vão todos os dias ao nosso redor e nem nos tocamos até que cedo ou tarde chega perto de nós. Neste caso, de uma personalidade, somos assombrados por boatos, milhares de fotos, notícias até ficamos saturados e esquecermos. O que nos leva a essa massificação? Parece que as pessoas precisam ter o que falar pois suas vidas estão vazias ou sem sentido real. O artista normalmente leva uma vida fantasiosa que na maioria dos casos é ainda alimentada com fofocas, estratégias de marketing e a vida deste vira em grande parte uma ficção, que muitas vezes este não consegue se livrar depois pois ele mesmo está vivendo aquele personagem. Temos vários casos deste tipo para provar que o sucesso tem dois lados, desde Elvis que também não aguentou até uma artista que sobreviveu a uma imagem inventada, Donna Summer. Lançada em cima de canções bastante erotizadas construiu uma imagem sexy que no começo parecia brincadeira mas que depois ela teve dificuldade em se livrar.  Donna também deu uma boa pirada que quase acabou com sua carreira até se afastar de tudo, mudar para uma fazenda, cuidar da família e achar um equilíbrio. Outros exemplos que conhecemos bem é Liza Minnelli (sobrebivente) e Judy Garland, sua mãe, Karen Carpenter, Amy Winehouse, Elis, Maysa, Janis Joplin, Michael Jackson e Michael Hutchence (do INXS).
 
 
Com 48 anos Whitney já estava um trapo. Muitos anos de infelicidade e pancadas com o marido Bob Brown, muita bebida e drogas acabaram com o seu dom maior, a voz. Alguns achavam que ela gritava demais mas ninguém pode dizer que ela não era boa! Voz herdada de sua mãe, Cissy, que por aqui quase ninguém conhece mas que também tem uma voz potente! Não vou entrar em detalhes nem ficar especulando sobre circunstancias da morte dela. Não importa qual foi a causa, o mais importante no momento é a solidariedade, pensar nela com carinho e entender que qualquer um pode cair num buraco tão grande quanto este.
 
 
Um pouco de sua trajetória: Whitney teve a sorte de ser apadrinhada logo no início de sua carreira, o presidente da Arista Records na época, Clive Davis, a ouviu cantar num bar e não teve dúvida de que tinha um talento nas mãos. Logo assinou um contrato e em 1983 começou a trabalhar no primeiro album dela. Foram 2 anos escolhendo músicas dos melhores compositores, arrumando duetos com catores que na época estavam em evidência (Teddy Pendergrass e Jermaine Jackson)…Ufa! O trabalho foi grande mas valeu a pena! Apesar de criticado pela revista ROLLING STONE (disseram que qualquer um poderia fazer sucesso com aquele projeto todo), o album ficou muito bom mesmo e vendeu milhôes pelo mundo a fora! Uma garotinha com um exito enorme logo de cara! Depois disso foi sucesso atrás de sucesso até o seu apogeu com o filme BODYGUARD (O Guarda Costas) e sua canção que mais vendeu (que era uma regravação de uma canção country de Dolly Parton) “I Will Always Love You” . Não é à toa que o outro apelido de WHIT no final dos anos 90 se tornou BITCH. Ouvi isso pela primeira vez de um amigo e fã de carteirinha dela! Já mostrava que ela, apesar de todo aquele sucesso, não estava bem. O casamento dava sinais de estar degringolando, assim anunciavam as revistas com escândalos sobre a vida do casal e até sugerindo que ela levava uma vida dupla tendo namoradas (o que nunca foi provado).
 
 
O problema estourou mesmo em 2002 quando lançou o album, JUST WHITNEY, que foi um fracasso e ela então admitiu que estava fazendo uso de drogas e que o casamento andava mal. Ela já não era mais aquela garotinha que todos esperavam que fosse…sua vida estava desmoronando. Por vários anos Whitney tentou se reerguer mas nunca conseguiu uma estabilidade. Mesmo assim quando tive a notícia não acreditei, achei que ela iria conseguir levar uma vida mais tranquila e envelhecer cantando aqui e ali, gravando de vez em quando…Um grande talento desperdiçado!
 
 
Tenho certeza que ela está cantando feliz onde quer que esteja, agora ela pode ser WHITNEY ELIZABETH HOUSTON e não mais Rachel Marron, a personagem do filme Guarda Costas…
 
And YESthe world will always love you, Whitney!
 
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2 curiosidades:
 
a primeira gravação de Whitney foi em 1983 para o album do cantor e compositor Paul Jabara (Paul Jabara & Friends) do qual saiu um single famoso IT’S RAINING MEN da dupla Weather Girls (de onde saiu Martha Wash);
 
e sua última foi o filme SPARKLE que deve estrear em agosto por qui, onde ela faz a mãe de um grupo de 3 cantoras, tendo justamente que lidar com sucessos, fracassos e drogas.
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3 comentários sobre “WHITNEY

  1. Rico:
    Vc tem toda a razão, mais uma grande cantora que se vai, tendo desperdiçado o seu maior valor, o talento musical, a voz!
    Não vale a pena ficarmos tentando descobrir a razão exata da morte; o que todos sabemos é que ela foi mais uma vítima da loucura que envolve a fama e o sucesso, principalmente nos EUA. Entre as personalidades citadas por vc, faltou nossa Carmem Miranda, que também não segurou a barra e usou e abusou de drogas (medicamentosas), álcool e outras ‘cositas mas’…
    No entanto, uma notícia (fofoca, sabe-se lá) era que a Whitney gostava (amava) uma amiga. Outra razão para ela não ter aguentado a barra (a pressão é imensa e o preconceito então, maior ainda!)
    Uma pena e uma grande perda para todos os que gostavam da belíssima voz dela!
    bjs
    Mauricio

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