VENCER NA VIDA – SUCCEED IN LIFE

‘Certo dia, no momento em que o tiro partiu, o mestre exclamou: AÍ ESTÁ, INCLINE-SE! Em seguida, como eu não podia, infelizmente, deixar de olhar para o alvo, constatei que a flexa apenas lhe roçara a borda. ESSE FOI UM TIRO VERDADEIRO afirmou o mestre, E É ASSIM QUE SE DEVE COMEÇAR. MAS POR HOJE BASTA, PORQUE, SE CONTINUARMOS, O SENHOR SE ESMERARIA DEMAIS NO SEGUNDO TIRO, PONDO A PERDER ESSE BOM COMEÇO.
Dentre os inúmeros tiros que eu dava, muitos fracassavam, mas alguns atingiam o alvo. Se eu desse o menor sinal de orgulho, o mestre me repreendia com inusitada rudeza: O QUE SE PASSA COM O SENHOR? JÁ SABE QUE NÃO SE DEVE ENVERGONHAR PELOS TIROS ERRADOS. DA MESMA MANEIRA, NÃO DEVE FELICITAR-SE PELOS QUE SE REALIZAM PLENAMENTE. O SENHOR PRECISA LIBERTAR-SE DESSE FLUTUAR ENTRE O PRAZER E O DESPRAZER.’
 
Este trecho acima tirei do livro A ARTE CAVALHEIRESCA DO ARQUEIRO ZEN, dá uma reflexão bastante profunda. Por que nosso bem estar depende tanto da aprovação e reconhecimento dos outros? Por que essa necessidade de ocupar-se consigo mesmo e com as flutuações do seu estado de espírito? Em uma competição um dia certamente você vai perder, como vai reagir a isso? Vai ficar envergonhado, deprimido e com a auto-confiança abalada? Ou vai dar parabéns a quem conseguiu te vencer e ver como pode melhorar sua performance?
 
Mais uma vez me pergunto, por que deixamos nossa mente entrar em becos e labirintos que não levam a nada a não ser gasto desnecessário de energia? Estava lendo o blog de uma médica chamada Mariana Perroni, muito bom diga-se de passagem, onde ela enumera 5 arrependimentos mais comuns de pacientes que se aproximam da morte:
 
  1. Eu queria ter vivido uma vida que me satisfizesse, ao invés daquela que as pessoas esperavam de mim;
  2. Eu queria não ter trabalhado tanto;
  3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos;
  4. Eu gostaria de ter permanecido em contato com meus amigos;
  5. Eu queria ter me permitido ser mais feliz.
O que é importante nessa vida, talvez não exista nada depois, por que fazer dela uma batalha sem razão verdadeira, uma batalha para satisfazer os desejos de uma sociedade doente. Não é um custo muito alto pagar essas ilusões todas com nossas vidas, nosso tempo aqui?
 
Não quero dizer com isso que devemos fazer qualquer coisa que nos dê vontade, não estamos sozinhos no mundo, e ele não é nosso, existem outras pessoas, animais vivendo nessa mesma grande casa. Temos que respeitar sentimentos

e opiniões diferentes das nossas, cuidar dessa casa que é de todos, aprender a nos relacionar sem interesses pessoais, a ser mais transparentes e abertos ao mundo lá fora, ao mundo que não temos controle…Por que mesmo nós precisamos ter controle de tudo?

 
O que está te incomodando em sua rotina? Você consegue manter um relacionamento de forma estável e madura? Consegue amar plenamente? Consegue separar o trabalho da sua vida pessoal? Consegue prestar atenção no que está acontecendo neste instante em sua vida? Precisamos aprender a lidar com o TEMPO enquanto temos ele a nossa disposição.
 
O ideal seria que as empresas pudessem proporcionar aos funcionários ferramentas para estes melhorassem sua qualidade de vida, seja com cursos, incentivando que todos cuidem da saúde (e não somente dando assitencia médica para se correr atrás do prejuizo depois de detonar com ela de tanto trabalhar), dando tempo suficiente para que os funcionários possam desenvolver ou cuidar de um hobby ou possa conviver com sua família sejam eles filhos, esposas, namorados, companheiros, pais, mães, amigos ou animais. Mas se isso não acontece, pense em como você poderia melhorar sua qualidade de vida.
Aqui o link do blog da médica Mariana Perroni que citei acima:
 
 
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3 comentários sobre “VENCER NA VIDA – SUCCEED IN LIFE

  1. Bom dia amigo. Muito bom o post! Qualidade de vida…concordo que todos têm que se conscientizar da sua importância e há um movimento nesse sentido nas grandes empresas, apesar de tímido. Na minha opinião temos que conquistar a qualidade de vida, independentemente de qualquer coisa. E isso começa por uma mudança interna, por mudança de atitude. Buscar qualidade de vida, de saúde, das relações afetivas e de amizade passa por gostar de nós mesmos, prestar atenção no nosso papel nessa vida em relação ao mundo em que vivemos e esquecer um pouco das convenções e da necessidade de aprovação dos outros em relação aos nossos atos e modo de vida…abraço!

  2. Rico!! Parabéns pelo texto!! Essa é na minha opinião, a evolução do ser humano, espiritual, material e emocional… Se pudéssemos ter em mente esta reflexão no dia a dia, certamente nossa vida seria muito mais leve e aqueles arrependimentos citados pela médica com certeza teriam outro teor, muito mais elevados… muito bom ter lido, Rico… obrigado.

  3. Rico:
    No início do texto, vc questiona a necessidade q temos de ser aceitos, sermos reconhecidos. E como nos preocupamos com a opinião que os outros têm de nós mesmos. Essa reflexão é bem apresentada na peça Pira, Pirandello, Pira (Espaço Parlapatões): o personagem central entra em crise a partir do momento que a esposa lhe diz que ele tem o nariz torto… Como o outro nos vê é o mote da peça, baseado em livro de Luigi Pirandello.
    Sobre a preocupação com qualidade de vida, vc tem toda a razão. Podemos com pequenas atitudes melhorar nossa qualidade de vida, como alterar alguns hábitos alimentares, introduzir a atividade física como uma constante no dia-a-dia, não deixar de ter horas de lazer, buscar atividades que tragam prazer (programas culturais, trabalhos manuais, hobby etc).
    Vc disse q não vivemos sós nesse mundo (há os animais); completo citando as plantas e de uma maneira mais geral, a Natureza. Atitudes pequenas também podem ser adotadas, como reciclar e separar o lixo doméstico, evitar o uso excessivo do carro…… Há muitas outras!
    bjs e parabéns pelo texto reflexivo e provocador!
    Maurício

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