O TAPETE VERMELHO

A 83a edição do Oscar (Los Angeles), que teve como apresentadores Anne Hathaway e James Franco (127 HORAS), foi um pouco mais tranquila que outros anos, acertando em quase todas as premiações. Claro que não se pode agradar a todos mas de modo geral conseguiram premiar quem mereceu e na hora certa…coisa que já falharam em muitas ocasiões.

Começando com o CISNE NEGRO, sai do cinema em transe. Tive certeza que, por mais que a ótima Annette Bening tenha sido injustiçada em outros anos, essa era a vez de Natalie Portman!  Mas suspenses, assim como comédias, poucas vezes conseguiram levar a estatueta na categoria principal.
O DISCURSO DO REI – Sai do cinema com a mesma certeza que ia ganhar. Um filme bonito, bem filmado, com um toque de humor e emoção bem delicados. Torci muito pelo Colin Firth, um ator muio versátil e que na vida pessoal luta por causas nobres.

Outros que ganharam com mérito foram Christian Bale e Melissa Leo pela atuação no surpreendente O VENCEDOR (aliás mais uma tradução bem ruim para um título de filme, originalmente THE FIGHTER). Era um filme que eu estava bastante relutante para assistir mas que merecia estar lá na final, muito bonito e emocionante acima de tudo.
A ORIGEM, um filme bem interessante e dinâmico, levou um merecido oscar de efeitos visuais e outros 3, som, fotografia e edição. Já A REDE SOCIAL, que é um filme bastante dinâmico também, mas na minha opinião nem poderia estar concorrendo a melhor filme, levou 3 estatuetas: edição e roteiro adaptado tudo bem, mas a trilha sonora ouvi bastante e tenho que concordar com um amigo que postou hoje no FB, a de 127 HORAS é bem mais gostosa de se ouvir.

TOY STORY sempre gostoso de ver bateu O MAGICO que infelizmente não consegui assitir ainda, como 127 HORAS e TRABALHO INTERNO (que bateu nosso LIXO EXTRAORDINÁRIO), entre outros que nem estrearam por aqui, BLUE VALENTINE, REENCONTRANDO A FELICIDADEEM UM MUNDO MELHOR.
Dois outros filmes competentes mas que não levaram nada foram INVERNO DA ALMA e BRAVURA INDÔMITA, particularmente gostei mais do primeiro, que é um filme forte, difícil, com imagens feias e que chega até ser chocante mas muito bom! De qualquer forma nenhum deles recomendo para todas as platéias.
  
Adoro cinema, acho que tem muita coisa ruim hoje em dia mas não sou tão crítico a ponto de não conseguir me divertir com filmes leves, que não passam pelo tapete vermelho e não acrescentam nada. Seja qual for o tipo de filme, quando as luzes se apagam eu me transporto para dentro da tela e o filme cumprindo sua proposta é o que importa!
 
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2 comentários sobre “O TAPETE VERMELHO

  1. Rico:
    Sou da mesma opínião q vc: o cinema nos transporta, nos enleva!
    Torci muito por Lixo Extraordinário, pena q a Academia não reconheceu o belo trabalho (artístico e social) do Vik Muniz!
    Sinceramente, confesso: prefiro o cinema fora de Holywood, o europeu, o asiático, o argentino, o mexicano e o brasileiro.
    Filme americano há fórmulas já batidas e muito conhecidas…
    sei q é uma posição polêmica, mas é o q acho!
    bjs
    Maurício

  2. Preciso ver o LIXO ESTRAORDINÁRIO mesmo, vou aproveitar o feriadão. Quanto aos filmes americanos concordo que na maioria das vezes vem com algum cliche, frases manjadas…se preocupam muito com a estética e esquecem do conteúdo mas ainda consigo assistir e as vezes ver uma coisa ou outra boa ou dar umas risadas pelo menos. Bjo e obrigado por estar sempre atento!

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