COMER, REZAR, AMAR…E O QUE MAIS?

Fui assistir ao filme outro dia e fiquei ensaiando um post a respeito…finalmente acabei! Eu não tinha lido o livro…e pelo trailer que tinha visto umas semanas antes achei que não fosse gostar nada…mas o filme toca em algumas questões interessantes e conseguiu me emocionar. Me dei conta que estou me sentindo já faz algum tempo assim, me procurando. Na verdade tenho observado e parece que o mundo todo ta perdido, as pessoas não sabem o que querem, coisas se tornaram mais importantes que pessoas e sentimentos.
 
Solteiro por mais de 1 ano pela 1a vez em muito tempo, tenho tentado me encontrar e encontrar esse equilíbrio nas coisas que ela tanto buscava também. Comecei a sair mais e perceber o quanto era querido por tantos amigos, tinha perdido um pouco a noção disso…perdido a identidade. Eu me privei muito do contato com grande parte deles, minha culpa claro. Mas quando vc percebe que a pessoa que vc ama não quer conviver com seus amigos, sua família e prefere viver sempre no mundo dela, isso gera um curto circuito entre razão e emoção…e por muito tempo fiquei me agredindo com a regra básica dessa relação, SE NÃO TÁ BOM P VC ENTÃO VÁ EMBORA…horrível, mas o medo me paralisava e a minha apatia acabava piorando mais as coisas gerando mais brigas e tormentos.
 
Por AMOR pode-se perder UM POUCO o equilíbrio como se diz no filme, sempre concordei com isso mas não pode-se perder a identidade na relação. E vc não pode fazer isso com qualquer pessoa… antes tem que perceber se a pessoa é madura e transparente nas suas intenções, seja para uma relação ou para uma coisa mais leve, isso tenho aprendido e avaliado muito. Ninguém é perfeito e nem 100% claro principalmente quando se está conhecendo. Todo mundo adora seduzir e ser seduzido, mas acho fundamental e obrigatório sinalizar corretamente para não deixar ninguém viajando sozinho numa situação. Não garante que vá dar certo mas ser mais claro evita perda de tempo e mais desgastes. Amar é bom e por inteiro, hoje as pessoas tem medo e acabam machucando os outros, preferem diversificar a ter um envolvimento mais profundo de cumplicidade e companheirismo.
 
Tanto no lado afetivo quanto no lado profissional sempre tenho me questionado muito. Afinal o que vim fazer aqui nesse mundo? Não pode ser simplesmente viver o dia-a-dia e esperar pela idade avançar. Será? A vida é isso? Ou podemos dar um sentido diferente às coisas? Buscar aquelas em que acreditamos. É duro recomeçar, é duro mas talvez compensador viver aquilo que está dentro de nós seja no trabalho ou nas nossas relações pessoais. Não dá para viver acenando uma coisa e por dentro não acreditar. Pode ter certeza que na primeira chance v vai agir diferente do que aquilo que está pregando. Viver assim vale até que ponto? Sejam quais forem suas escolhas e idéias é bom para vc e para os outros se vc for claro a respeito delas, obviamente quando for necessário e conveniente fazer isso. Mesmo que sejam controvertidas, se não agridem ninguém, elas pelo menos podem fazer os outros pensarem e te respeitarem mais. Já passei  por algumas situações surpreendentes e compensadoras nesse sentido e afinal são essas que valem a pena, não??
 
 
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6 comentários sobre “COMER, REZAR, AMAR…E O QUE MAIS?

  1. Parabéns Rico. Você conhece minha história também, e sabe que passei por algo parecido. Quando você percebe um egoísmo maldoso nas intenções do outro, está na hora de dizer : chega! No fundo não sofremos por gostarmos da pessoa, mas porque gostamos de como ela nos faz sentir em alguns momentos e isso, temos que ser capazes de sentir mesmo sozinhos. Afinal, somos seres completos. O ideal é aprender as lições dentro de casa relacionamento e utilizarmos essas experiências para fazer alguém feliz e não ao contrário. A felicidade é de dentro pra fora. Sortudo é aquele que percebeu isso…

  2. Querido, a vida é isso mesmo. Vidas entrelaçando as nossas, e acontecimentos — até então nunca vivenciados — sendo responsáveis pela nossa construção ou “desconstrução” pessoal. Mas tudo é válido quando há intensidade, verdade, solidez…..caso contrário, a vida, os acontecimentos, o presente passam sem que percebamos a importância deles.
    Aí, ficamos perdidos no vazio, à procura do desconhecido.
    Felizardos somos nós que conseguimos absorver do universo, coisas positivas e alimento para nossa alma.
    E assim a vida continua….”vivendo e aprendendo a jogar; nem sempre ganhando; nem sempre perdendo. Mas, aprendendo a jogar”.

  3. ricardo, outro belíssimo post…tenho acompanhado o seu blog… gosto muito!
    bem, eu acho que o nosso grande erro é esperar sempre que o outro nos retribua da mesma forma que provemos…é uma faca de dois gumes, pois se você se entrega por completo, corre o risco de não ser correspondido…se tateia com cuidado, deixa de viver a plenitude…como achar o meio termo nessa coisa toda? é aprendendo a gostar da gente antes de gostar do outro…e gostar da gente antes de gostar do outro nos dá um egoísmo que não nos permite sentir o a deliciosa sensação de ficar bobo por amor…e ficar bobo de amor te tira a razão, mas ao mesmo tempo, quem não gosta de verdade, de sentir essa bobeira? Por isso costumo dizer, que neste assunto, a teoria não tem nada a ver com a prática…como teorizar o amor? como vivenciar o amor sem dor? quando o amor causa dor, é realmente amor?

  4. Rico:
    Fiquei com mais vontade de assistir ao filme da Julia Robert.
    Seus argumentos sobre a busca interna e sobre as relações
    amorosas me deixaram mais curioso ainda! (é preciso vencer
    a preguiça de enfrentar as filas imensas…. rsrsr)
    Mas quero só complementar: numa relação a dois, temos de nos respeitar, respeitar
    nossos sentimentos. Se por acaso o amor e o respeito já acabaram, nada faz com que
    fiquemos junto da outra pessoa, só pelo motivo de termos alguém ao lado!
    E tb a ideia de se completar com o outro é no mínimo questionável; vc não se completa com o outro. Ambos precisam estar completos, plenos para que o amor possa fluir!
    bjs
    Maurício

  5. Olá Ricardo ! Cheguei ao seu Blog através de amigos do Facebook .
    Entrei no seu perfil e li seu post sobre o filme , não li o livro nem tampouco o filme ainda , mas gostei muito da sua colocação !
    Eu solteiro a mais de quatro anos (não aguento mais , rsrs) me sinto como vc , um pouco perdido , envolto nessa “trama” que anda por ai . Como coisas se tornaram mais importantes que pessoas ou sentimentos … Como as pessoas perderam a noção de sinalizar suas reais intencões para não sair por ai desdenhando ou machucando os outros . Ou ainda como perdemos a noção da individualidade do ser .
    Quem ama liberta , sabe que dentro de uma relação existem DUAS pessoas diferentes , e que “apenas ” dividem UM sentimento em comum , sentimento grandioso e saudável claro (solidão tb não é remédio pra ninguém ) , mas amor próprio e individualidade são essenciais na vida a dois , não é ? Por mais paradoxal que possa parecer acredito que seja essa a forma mais saudável de se construir uma relação , é o que eu procuro 🙂
    Desejo boa sorte na sua caminhada , e que nela encontre pra te acompanhar alguém leve como o seu sorriso !!!

    Grande abraço Marcos Bowie

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